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Outros cinemas ameríndios: novos olhares sobre a produção audiovisual indígena


Outros cinemas ameríndios: novos olhares sobre a produção audiovisual indígena.
Outros cinemas ameríndios: novos olhares sobre a produção audiovisual indígena

A programação faz parte da iniciativa Cinemas em Rede e acontece nos meses de outubro, novembro e dezembro 

Brasília, outubro de 2020 –  A Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), em parceria com o grupo de pesquisas Poéticas Ameríndias, promove, nos meses de outubro, novembro e dezembro, o ciclo “Outros cinemas ameríndios: novos olhares sobre a produção audiovisual indígena”. Parte das atividades do  Cinemas em Rede, uma das iniciativas da RNP com a comunidade de cinemas e exibidores das universidades e institutos federais, o circuito contará com curadoria de filmes e debates com diretores, realizadores audiovisuais indígenas e pesquisadores, tendo como objetivo proporcionar a circulação de ideias e a reflexão sobre a produção audiovisual indígena recente em algumas regiões do Brasil.

O grupo de pesquisas Poéticas Ameríndias está baseado na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e conta com colaboradores distribuídos por universidades e comunidades indígenas de nove estados – BA, GO, MG, RS, MT, AC, TO, SP, MS. “O ciclo é uma primeira experiência de parceria do Cinemas em Rede com o grupo de pesquisa Poéticas Ameríndias, que tem realizado excelentes publicações, exposições, filmes e outras ações de popularização e divulgação científica sobre a produção audiovisual indígena. A proposta é trazer esses olhares emergentes para o circuito de debates promovido pelo Cinemas em Rede e suas instituições participantes”, explica o gerente de Relacionamento da RNP em Cultura, Álvaro Malaguti.

Uma vez a cada mês, a programação contará com uma constelação de filmes selecionada por um curador do Poéticas Ameríndias. Além da disponibilização dos filmes, o ciclo promoverá também um debate na web (transmitido pelo Facebook do Cinemas em Rede) com realizadores indígenas, acompanhados de um mediador e de convidados.

Além disso, serão produzidos e disponibilizados materiais para mobilizar e aquecer o debate, como entrevistas com os realizadores, textos de comentários e críticas aos filmes da mostra, entre outros materiais. Os filmes estarão disponíveis nas plataformas de vídeo sob demanda e os debates serão transmitidos pelo Facebook do Cinemas em Rede, bem como pelo serviço de vídeo da RNP.

Confira a programação:

No dia 15/10, às 19h, o tema será a produção da Associação Cultural de Realizadores Indígenas (Ascuri), coletivo formado por indígenas dos povos Guarani-Kaiowa e Terena, de Mato Grosso do Sul. O convidado será o professor Eliel Benites, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), indígena guarani-kaiowa que é um dos fundadores da Ascuri. 

O curador da sessão será o jornalista e antropólogo Spensy Pimentel. Nos últimos dez anos, Pimentel produziu, com parceiros, diversos documentários junto aos Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul (MS), como “Mbaraka, a Palavra que age” (2011) e “Monocultura da Fé” (2018). Ao mesmo tempo, acompanhou a emergência de uma produção audiovisual indígena na região, contexto em que se destaca a Ascuri.

Já no dia 19/11, às 19h, é a vez de falar sobre Mulheres indígenas realizadoras, em uma parceria com a II Mostra Amotara – Olhares das Mulheres Indígenas). 

As curadoras são a professora e cineasta Joana Brandão Tavares (UFSB) – diretora de “New York, mais uma cidade” (2019), e a jornalista e cineasta Olinda Muniz Wanderley, indígena pataxó-hã-hãe. Olinda atua no projeto Índios Online (www.indiosonline.net) e já dirigiu filmes como “Uma mulher, uma aldeia” (2017) e “Kaapora – O Chamado das Matas” (2020).

Fechando a programação, no dia 17/12, às 19h, os convidados serão Isael e Suely Maxakali, casal de realizadores desse povo indígena do norte de Minas Gerais. Moradores da Aldeia Hãm Kutok, eles já realizaram, juntos, filmes como “Kotkuphi” (2011), “Tatakox” (2007), “Yiax kaax – fim do resguardo”(2010), “Xupapoynãg” (2011), “Yãmîy” (2011), “Mîmãnãm: mõgmõka xi xûnîn” (2012) e Konãgxeka – O Dilúvio Maxakali” (2016). Em 2020, Isael venceu o Prêmio PIPA Online de arte contemporânea, por seu trabalho nas artes visuais.

O curador Bernard Belisário, professor do curso de Som, Imagem e Movimento na Universidade Federal do Sul da Bahia. é colaborador do projeto Vídeo nas Aldeias desde 2011, atuando em oficinas de realização cinematográfica junto a comunidades indígenas no Brasil e em outros países da América Latina. É diretor de filmes como “Farewell to Savage” (2017), entre vários outros títulos. 

Os três encontros serão transmitidos pela página do Cinemas em Rede no Facebook: https://www.facebook.com/cinemasemrede

Sobre a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP)

Qualificada como uma Organização Social (OS), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e mantida por esse, em conjunto com os ministérios da Educação (MEC), Turismo, Saúde (MS) e Defesa (MD), que participam do Programa Interministerial RNP (PI-RNP). Pioneira no acesso à internet no Brasil, a RNP planeja, opera e mantém a rede Ipê, infraestrutura óptica nacional acadêmica de alto desempenho. Com Pontos de Presença em 27 unidades da federação, a rede conecta 1.529 campi e unidades nas capitais e no interior. São mais de quatro milhões de usuários, usufruindo de uma infraestrutura de redes avançadas para comunicação, computação e experimentação, que contribui para a integração dos sistemas de Ciência e Tecnologia, Educação Superior, Saúde, Cultura e Defesa.